quinta-feira, 26 de julho de 2012

No Doubt - Tragic Kingdom (1995)

A tarde de hoje foi bem conflituosa em minha mente, para chegar a uma decisão para o post de hoje. Depois de novamente listar aqueles critérios de escolha que eu busquei anteriormente, cheguei até aqui:




Assim como no post anterior, esse também não foi o meu primeiro contato com a banda em questão. Eu já havia escutado umas duas ou três músicas do primeiro e homônimo disco do No Doubt e tinha me interessado um bocado pela banda. Eu estava na minha época de descoberta do ska e suas vertentes e, querendo ou não, o fato de ter uma garota como líder acabou sendo um grande atrativo para que eu me interessasse por eles. Foi quando meu pai me deu de presente um cd do John Bon Jovi (ele inocentemente acreditava que por eu ser fã de Bon Jovi e achar o John uma delícia, eu também gostaria do trabalho solo dele, o que não correspondia à realidade) e eu fui à loja trocá-lo por algo que eu gostasse mais. E lá estava o  Tragic Kingdom, em sua predominante cor azul, que sempre me atraiu. Comprei-o sem nem pesquisar mais nada.


Dissecando o álbum:

Faixa 01 - Spiderwebs: Ainda que eu simpatizasse um bocado com a senhorita Stefani, não tenho como negar que o que mais me atraía na banda era Tony Kanal e seu baixo. Até hoje, ainda o acho o melhor músico da banda. Além de ter sido a inspiração da Gwen para praticamente todas as composições deste álbum. Não nesta, óbvio. Acho que, provavelmente, ela usou o poeta frustrado que a admirava para tentar causar ciúme em Tony: "You take advantage of what's mine, you're taking up my time; don't have the courage inside me to tell you please just let me be/Você tira vantagem do que é meu, você está tomando o meu tempo; não tenho a coragem dentro de mim para te pedir pra me deixar em paz". Ter um mala no teu pé, te ligando? Quem nunca?  E essa música é completamente empolgante, não dá pra não balançar alguma parte do corpo e sentir vontade de pular com o refrão.

Faixa 02 - Excuse Me Mr.: Neste disco a banda deixou sobressair mais a sua veia punk/hardcore do que a de ska. Em nenhuma outra música isso fica tão evidente quanto nesta que, por muito tempo, ficou sendo minha música preferida em épocas de rebeldia adolescente. Unicamente pela agressividade do som, porque a letra pra mim nunca disse nada com nada. Apesar da afeição pelo agressivo, eu gosto um bocado do clima western-fofinho-comumtrombonelindo que eles encaixam nessa música.

Faixa 03 - Just A Girl: Eu particularmente AMO essa introdução. Duvido que alguém não goste. E gosto ainda mais conforme ela vai se desenvolvendo, com peso e o vocal característico da Gwen. Eu não consigo imaginar outra pessoa cantando essa música, a maneira como ela usa sua voz é perfeita. Essa música é perfeita! E a letra tirando uma onda com a superproteção paterna em torno de uma garota me divertia um bocado.

Faixa 04 - Happy Now?: Eis aqui a primeira letra direcionada ao fim do namoro de Gwen e Tony. Ele terminou o namoro de sete anos alegando precisar de mais espaço e ela, aparentemente, não ficou muito satisfeita: "You had the best but you gave her up 'cause dependency might interrupt/Você teve o melhor mas você a deixou na mão porque a dependência poderia atrapalhar". Eu gosto dessa pegada mais rock, é uma música legal. E dor de cotovelo sempre cai bem.

Faixa 05 - Different People: A partir daqui Gwen Stefani me convenceu realmente de que é uma excelente cantora. Em técnica, estilo e consciência musical. Ela sabe exatamente onde e quando a voz dela se faz necessária e sabe como te fazer sentir o que ela canta. Uma letra simples sobre diversidade que me faz arrepiar e vibrar até o final: "So many different people, so many different kinds, for better or for worse, different people/Tantas pessoas diferentes, tantos tipos diferentes, pelo bem ou pelo mal, pessoas diferentes". E a linha de baixo é perfeita. E os metais também.

Faixa 06 - Hey You!:  Sempre me referi à essa como "a cover do Roberto Carlos". Uma das coisas que mais me impressionam é como Gwen e Tony trabalham bem nas composições conjuntas apesar de tanta tensão com o fim do relacionamento. Além de uma Gwen claramente decepcionada com a vida amorosa e que desaprova o comportamento sonhador da garotada: "You're just like my Ken and Barbie doll in a plastic world of make believe/Vocês são como meu Ken e minha Barbie num mundo plástico de fantasia". É uma boa canção, mas a mais fraca do álbum.

Faixa 07 - The Climb: Não sei se tenho palavras pra descrever a sensação que essa música me causa. É uma música intensa, com uma letra intensa: "Step by step I come closer to reaching the top, every step must be placed so that I don't fall off; looking down to see about how much higher I am, another cool wind comes through brushes my skin/Passo a passo eu vou me aproximando do topo todos os passos devem ser bem colocados para que eu não caia; olho para baixo para ver o quão alto eu estou, algum vento frio vem tocando levemente a minha pele". E como canta bem essa menina, puta merda. E que banda boa! Quase sete minutos de arrepios consecutivos.

Faixa 08 - Sixteen: O mesmo sarcasmo divertido de Just A Girl, agora sobre ser adolescente. E com uma música incrível, com um trompete que se destaca e se encaixa perfeitamente.

Faixa 09 - Sunday Morning: A levadinha mais ska do álbum. E mais tapa na cara do Tony: "I'd trade you places any day, I'd never thought you could be that way/Eu estava com você em qualquer lugar, eu nunca pensei que você pudesse ser assim". Música gostosíssima e, caso possa interessar, é o meu videoclipe preferido deles.

Faixa 10 - Don't Speak:  Essa todo mundo conhece. A nata do sofrimento de Gwen pelo fim do romance. Confesso que uma das coisas que mais me admira nessa história é que, apesar das palavras cantadas aqui: "I really feel that I'm losing my best friend, i can't believe this could be the end/Eu realmente sinto que estou perdendo o meu melhor amigo, eu não posso acreditar que esse possa ser o fim", os dois conseguiram encaram o fim desse relacionamento de um jeito maduro, transferindo as mágoas e frustrações para as letras e construindo uma nova relação de amizade e companheirismo na banda. Bom pra gente que, embaladas por esse hino de lamúria, pode se debulhar em amargura embaixo do edredon quando toma um pé na bunda. Como eu havia dito, dor de cotovelo sempre cai bem.

Faixa 11 - You Can Do It: Enérgica, swingada, dançante e animada e com aquela groovera do baixo que eu amo. Pra quem curte um Timba Funk, no estilo Earth, Wind & Fire ou Kool & The Gang, ou K.C. And The Sunshine, a pegada é certeira. Ótima música e com um ótimo solo de trompete.  Pra dançar e bater palminha.

Faixa 12 - World Go Round: Talvez seja a minha preferida hoje em dia. Eu amo como cada instrumento é tocado, amo como ela é cantada, amo a letra e amo a sensação que ela me causa. "Degradation, violation, inexcusable exploitation; it's the dawning of a new era, people consciously don't care, how unfair!/Degradação, violação, exploração indesculpável; é o começo de uma nova era, gente que conscientemente não se importa, que injusto!". Minha preferida, sem dúvida. Do começo ao fim.

Faixa 13 - End It On This: E lá está ela de novo, reclamando que foi largada, ignorada, pedindo um último beijo e pra ele acabar logo com isso. Mas é uma bela música, eu gosto bastante.

Faixa 14 - Tragic Kingdom: As letras do Eric Stefani sempre são as que botam nossa cuca pra trabalhar um pouco mais; mas essa não é como Different People ou The Climb, essa fala de um reino imaginário que eu nunca entendi muito bem se era metafórico ou não. É a maior piração. Mas é uma boa canção. Um tanto tensa, mas boa.


As minhas considerações finais são: Gwen Stefani é uma puta cantora, o Tony Kanal é um puta baixista, a banda toda é uma puta banda, como toda puta banda de ska deveria ser. E mesmo os próximos discos deles sendo bastante inferiores à este, eu continuo achando-os incríveis. 
















2 comentários:

  1. hahaha, tambem acho q eles foram muito maduros encarando o fim do relacionamento! acho que ninguem que eu conheço encararia assim, nem eu hahahaha, e falou tudo, uma dor de cotovelo sempre cai bem hahaha.... infelizmente depois desse album o no doubt e a gwen em si deram uma decaida haha

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  2. pois eh... o disco posterior a esse eu ate considero muito bom mas os outros sao bem fraquinhos! quanto à carreira solo da Gwen eu prefiro nem comentar nada haha.
    e eu encararia um fim de namoro assim tbm, mas só porque eu sou muito foda! hahahahah

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